“Agora quem vai mandar calar a boca aqui é você, garoto?” encarou-o ainda calmo. Não precisava estar irritado, ou ser violento, mas queria respeito. “Aprenda a brincar um pouco. Se não tiver de bom humor, claro, mas ainda se lembre de quem manda nessa casa.” virou a página. “Mas é claro que eu não vou jogar fora! Não guardo pra você, mas pra mim! Recordações do meu garotinho, ué. Você ira entender quando tiver filhos… vai querer lembrar de cada coisa idiotinha que eles fizeram…” suspirou, ainda sorrindo. “Você ira entender.” se levantou, fechando o albúm. “Se é que você ira ser um pai, né. Pois desse jeito, não sei aonde ira achar uma esposa.” partiu em direção ao próprio quarto, rindo. “Já ta tarde, não vai dormir?”
O garoto encarou Aiolia com puro ódio e fechou as duas mãos em punhos, com uma força desmedida, - Escuta aqui, você trouxe para a sua casa porque você quis! Você me aceitou por escolha própria! Você não foi obrigado! - Nicolas começou a respirar sem pausa alguma, atropelando as palavras vez ou outra. - Você sabe que isso me irrita como o inferno, mas, mesmo assim faz isso! Você é sem escrúpulos! - Por pirraça o semideus chutou o sofá, causando um enorme lacuna no local. Evitando proferir algum palavreado - E eu não vou dormir!
“Nicolas.” disse em um tom suave, parando imediatamente de andar. “Eu cuidei de você desde os dezoito anos. Sim, você tem razão. Eu perdi todos esses anos da minha vida cuidado de você… pra isso.” virou para ele. “Tem razão. Eu fui mesmo idiota de cuidar de ti. Eu poderia ido para festas, sair para beber, usar minha juventude melhor quando pude, e não cuidado de uma criança. Seria bem melhor para você e para mim, se eu tivesse te deixado morrer nas ruas da cidade, não é?” mesmo como todas essas palavras rude, o leonino sorriu para o virginiano. “Não precisa dormir se não quiser, mas eu vou. Fique ai e seja a criança mimada que sempre foi.” passou pela porta, mas antes de fechar, encarou-o de dentro do quarto. “Não acredito que um dia desses chegou… em que você acharia melhor ter morrido, só porque eu te enchi um pouco… pense bem no que disse, garoto. Machuca muito para um pai ouvir isso. E também lembre-se que vida de cavaleiros duram pouco. Um dia, eu irei morrer em guerra, e ai? Ficar de joelhos em frente à um túmulo, e chorar, pedindo perdão pelo que disse não ira adiantar. Esse dia pode ser amanha… ou até mesmo hoje de madrugada… reflita no que disse.” antes de fechar a porta, continuou: “Boa noite. Papai te ama, tá?” e selou a porta com a chave.
Respirou fundo, sentindo seus joelhos estremecerem e seu peito pesar como pedra. O virginiano caiu sentado sobre sofá, estremecendo com a brisa noturna que adentrou a sala escura. Seus pés desnudos que tocavam o chão gélido, não se moviam. E com uma das mãos livres agarrava a camisa cinza com força por cima do peito, como se quisesse arranca-la.
Encarou a porta trancada com dor, coisa que não se permitia mostrar a ninguém a não ser seu pai. Respirou fundo e pousou as duas mãos sobre os joelhos, e passou a encarar o chão com angustia. Por mais que tentasse Nicolas não conseguia chorar, por mais ressentido que estivesse, não gostava quando tinha que se arrepender de alguma coisa. Sabia que Aiolia era o pai que Zeus nunca seria.
Se amaldiçoava vez ou outra por ter se amargurado tanto por isso, mesmo tento alguém como Aiolia ao seu lado. Sentiu o peito apertar no medida do insuportável, e deixou com que um gemido baixo de dor escapasse por seus lábios. Lagrimas escapavam com dificuldade pelo canto de seus olhos claros que mais pareciam estar em um tom apagado e escuro. Se encolheu sobre o sofá e abraçou as próprias canelas com os dois braços, apertando-as cada vez mais. Vez ou outra secava o rosto avermelhado com a manga da blusa cinza, sentindo as palavras do leonino ecoarem por sua mente.
Permaneceu encostado sobre o sofá semidestruído e sentiu seus olhos pesarem. Apesar da dor que sentia, não conseguia evitar que o sono se apoderasse de seu corpo com tamanha rapidez.
Aiolia trancou a porta com uma certa pressa. Saiba que suas palavras iriam deixar uma marca funda no filho, mas as dele ao mesmo tempo deixaram o leonino magoado. Depois de tantos anos de amor e carinho, pra isso? Era até mesmo uma ofensa para ele! Podia ouvir os gemidos de dor baixos de Nicolas lá de fora, mas não se importou muito no momento. Estava irritado demais para isso. Tentava não ficar bravo com o garoto, pois não queria que ele crescesse um homem amargo, assim como o próprio quase se tornou.
Parte dele se sentia culpada. Ouvir o filho chorar sendo que ele que causou isso… mas não! Nicolas que era mimadinho, merecia uma dessas de vez em quando mesmo. O leonino continuou com sua rotina. Tirou a roupa, ficando apenas com sua roupa intima, uma boxer bem agarrada, e foi se deitar, mas não conseguia dormir. Sua cabeça pesava um pouco, e isso lhe mantinha acordado por horas. Ja bastava. Aiolia se levantou da cama, deixando as coberta bagunçadas, e destrancou a porta. Nicolas já estava apagado no sofá, e havia algumas lágrimas já secas em suas bochechas brancas. Olhou para o filho adormecido com uma expressão um pouco triste, e se sentou ao lado dele, puxando sua cabeça e a descansando em seu colo. Mexia nos cabelos escuros dele com carinho, sorrindo.
“Desculpa, tá?”
Se remexeu um pouco inquieto, sentindo uma dor desconfortável em uma região acima do pescoço. Diferente de horas antes de apagar o clima estava quente, e instintivamente Nicolas se encolheu. O semideus sentiu o corpo paralisar ao sentir alguém lhe afagar seus cabelos negros com carinho. Respirou fundo e sentiu a cabeça rodar um pouco, o deixando tonto, o que o fez apertar um pouco uma das coxas do leonino. As palavras estavam presas e estancadas em sua garganta seca. O outro se ergueu rapidamente, ainda com os olhos inchados e abraçou o cavaleiro com força, sem dizer basicamente nada. O encarou como se esperasse que o outro conseguisse ver tamanha a sua culpa. - Me desculpe, pai. - Se encolheu com as próprias palavras, mas, não sabia se poderia o chamar assim novamente.

“Agora quem vai mandar calar a boca aqui é você, garoto?” encarou-o ainda calmo. Não precisava estar irritado, ou ser violento, mas queria respeito. “Aprenda a brincar um pouco. Se não tiver de bom humor, claro, mas ainda se lembre de quem manda nessa casa.” virou a página. “Mas é claro que eu não vou jogar fora! Não guardo pra você, mas pra mim! Recordações do meu garotinho, ué. Você ira entender quando tiver filhos… vai querer lembrar de cada coisa idiotinha que eles fizeram…” suspirou, ainda sorrindo. “Você ira entender.” se levantou, fechando o albúm. “Se é que você ira ser um pai, né. Pois desse jeito, não sei aonde ira achar uma esposa.” partiu em direção ao próprio quarto, rindo. “Já ta tarde, não vai dormir?”
O garoto encarou Aiolia com puro ódio e fechou as duas mãos em punhos, com uma força desmedida, - Escuta aqui, você trouxe para a sua casa porque você quis! Você me aceitou por escolha própria! Você não foi obrigado! - Nicolas começou a respirar sem pausa alguma, atropelando as palavras vez ou outra. - Você sabe que isso me irrita como o inferno, mas, mesmo assim faz isso! Você é sem escrúpulos! - Por pirraça o semideus chutou o sofá, causando um enorme lacuna no local. Evitando proferir algum palavreado - E eu não vou dormir!
“Nicolas.” disse em um tom suave, parando imediatamente de andar. “Eu cuidei de você desde os dezoito anos. Sim, você tem razão. Eu perdi todos esses anos da minha vida cuidado de você… pra isso.” virou para ele. “Tem razão. Eu fui mesmo idiota de cuidar de ti. Eu poderia ido para festas, sair para beber, usar minha juventude melhor quando pude, e não cuidado de uma criança. Seria bem melhor para você e para mim, se eu tivesse te deixado morrer nas ruas da cidade, não é?” mesmo como todas essas palavras rude, o leonino sorriu para o virginiano. “Não precisa dormir se não quiser, mas eu vou. Fique ai e seja a criança mimada que sempre foi.” passou pela porta, mas antes de fechar, encarou-o de dentro do quarto. “Não acredito que um dia desses chegou… em que você acharia melhor ter morrido, só porque eu te enchi um pouco… pense bem no que disse, garoto. Machuca muito para um pai ouvir isso. E também lembre-se que vida de cavaleiros duram pouco. Um dia, eu irei morrer em guerra, e ai? Ficar de joelhos em frente à um túmulo, e chorar, pedindo perdão pelo que disse não ira adiantar. Esse dia pode ser amanha… ou até mesmo hoje de madrugada… reflita no que disse.” antes de fechar a porta, continuou: “Boa noite. Papai te ama, tá?” e selou a porta com a chave.
Respirou fundo, sentindo seus joelhos estremecerem e seu peito pesar como pedra. O virginiano caiu sentado sobre sofá, estremecendo com a brisa noturna que adentrou a sala escura. Seus pés desnudos que tocavam o chão gélido, não se moviam. E com uma das mãos livres agarrava a camisa cinza com força por cima do peito, como se quisesse arranca-la.
Encarou a porta trancada com dor, coisa que não se permitia mostrar a ninguém a não ser seu pai. Respirou fundo e pousou as duas mãos sobre os joelhos, e passou a encarar o chão com angustia. Por mais que tentasse Nicolas não conseguia chorar, por mais ressentido que estivesse, não gostava quando tinha que se arrepender de alguma coisa. Sabia que Aiolia era o pai que Zeus nunca seria.
Se amaldiçoava vez ou outra por ter se amargurado tanto por isso, mesmo tento alguém como Aiolia ao seu lado. Sentiu o peito apertar no medida do insuportável, e deixou com que um gemido baixo de dor escapasse por seus lábios. Lagrimas escapavam com dificuldade pelo canto de seus olhos claros que mais pareciam estar em um tom apagado e escuro. Se encolheu sobre o sofá e abraçou as próprias canelas com os dois braços, apertando-as cada vez mais. Vez ou outra secava o rosto avermelhado com a manga da blusa cinza, sentindo as palavras do leonino ecoarem por sua mente.
Permaneceu encostado sobre o sofá semidestruído e sentiu seus olhos pesarem. Apesar da dor que sentia, não conseguia evitar que o sono se apoderasse de seu corpo com tamanha rapidez.
“Agora quem vai mandar calar a boca aqui é você, garoto?” encarou-o ainda calmo. Não precisava estar irritado, ou ser violento, mas queria respeito. “Aprenda a brincar um pouco. Se não tiver de bom humor, claro, mas ainda se lembre de quem manda nessa casa.” virou a página. “Mas é claro que eu não vou jogar fora! Não guardo pra você, mas pra mim! Recordações do meu garotinho, ué. Você ira entender quando tiver filhos… vai querer lembrar de cada coisa idiotinha que eles fizeram…” suspirou, ainda sorrindo. “Você ira entender.” se levantou, fechando o albúm. “Se é que você ira ser um pai, né. Pois desse jeito, não sei aonde ira achar uma esposa.” partiu em direção ao próprio quarto, rindo. “Já ta tarde, não vai dormir?”
O garoto encarou Aiolia com puro ódio e fechou as duas mãos em punhos, com uma força desmedida, - Escuta aqui, você trouxe para a sua casa porque você quis! Você me aceitou por escolha própria! Você não foi obrigado! - Nicolas começou a respirar sem pausa alguma, atropelando as palavras vez ou outra. - Você sabe que isso me irrita como o inferno, mas, mesmo assim faz isso! Você é sem escrúpulos! - Por pirraça o semideus chutou o sofá, causando um enorme lacuna no local. Evitando proferir algum palavreado - E eu não vou dormir!



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